São Paulo — O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias registrou, em agosto, 4,4 mil unidades vendidas, o melhor volume para o mês desde 2018. Na comparação com agosto do ano passado houve alta de 4,8%, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 4. Com relação a julho o recuo foi de 2,7%.
De janeiro a agosto foram comercializadas 28,5 mil unidades, incremento de 1,8% ante o acumulado do mesmo período do ano passado — e, também, o melhor resultado em oito meses desde 2018, de acordo com Alexandre Bernardes, vice-presidente da Anfavea: "O agronegócio não está bem, está muito bem. Os agricultores estão capitalizados e o preço dos grãos é ótimo, o que gera maior demanda por máquinas e implementos agrícolas e rodoviários".
A produção não seguiu pelo mesmo caminho e o volume do mês passado, 4,4 mil unidades, quando comparado ao mesmo período de 2019, foi 22,1% menor. Com relação a julho, o recuo foi de 15%. No acumulado saíram das linhas de produção 28,6 mil máquinas, retração de 21,5% ante janeiro a agosto de 2019.
Para Bernardes, a produção foi menor por causa dos seguintes fatores: grande queda nas exportações, problemas de alguns fabricantes com fornecedores e limitação produtiva das fábricas, que estão operando em ritmo menor para preservar a segurança dos funcionários durante a pandemia.
Os embarques de máquinas em agosto somaram 728 unidades, queda de 13,6% ante julho e, ante o mesmo período de 2019, o recuo foi de 39,4%. No acumulado foram exportadas 5,8 mil unidades, volume 33,9% menor do que de janeiro a agosto do ano passado. Segundo Bernardes, essa retração foi causada pela pandemia da covid-19 que afetou todos os países da América Latina, que reduziram suas demandas, assim como Europa e Estados Unidos.
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